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FAQ’s


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Em que consiste a resistência ao fogo?

A Resistência ao Fogo pode definir-se como sendo o tempo (em minutos), durante o qual um determinado sistema construtivo mantém, em condições de fogo normalizado, as exigências que lhe são solicitadas em termos de:

  • Estabilidade/capacidade portante; (para elementos estruturais)
  • Ausência de emissão de gases inflamáveis pela face não exposta ao fogo;
  • Estanquidade à passagem de chamas e gases quentes;
  • Resistência térmica suficiente para impedir que na face não exposta se alcancem temperaturas superiores às estabelecidas pela Norma. (140ºC – média ou 180ºC máxima cima da temperatura inicial do ensaio).

Segundo a legislação atual a mesma definição tem a seguinte redação:
«Resistência ao fogo», propriedade de um elemento de construção, ou de outros componentes de um edifício, de conservar durante um período de tempo determinado a estabilidade e ou a estanquidade, isolamento térmico, resistência mecânica, ou qualquer outra função específica, quando sujeito ao processo de aquecimento resultante de um incêndio.
«Resistência ao fogo padrão», resistência ao fogo avaliada num ensaio com um programa térmico de fogo normalizado. Portaria n.º 1532/2008

Quais as Classes de resistência ao fogo?

Classe de resistência ao fogo R
R15; R30; R45; R60……… R240
Aplica-se exclusivamente a elementos estruturais (estruturas metálicas, betão, mistas, madeira). É uma classificação que resulta dos ensaios de resistência ao fogo de acordo com as normas europeias adequadas e, geralmente, é refletida no relatório de classificação, baseado nos resultados do ensaio, redigido pelo mesmo laboratório, de acordo com normas próprias europeias.

Classe de resistência ao fogo E (anteriormente designada PC)
E15; E30; E45; E60;…… E240
Esta classificação expressa a capacidade do elemento de construção, de não deixar passar, nem produzir no lado não exposto ao fogo, chamas ou gases inflamáveis.
A porta pára-chamas (E) deverá ser, portanto, estanque a chamas e gases quentes.
No decurso do ensaio normalizado de caracterização da resistência ao fogo, a perda do requisito “E” ocorre sempre que se verifica uma das seguintes situações:
1. abertura de fissuras, no modelo a ensaio, superiores às dimensões fixadas pela norma (EN 1363-1);
2. ignição de um pedaço de algodão colocado a uma distância de 30 mm da face não exposta ao fogo, durante um máximo de 30 s (norma EN 1363-1);
3. presença de chama persistente na face não exposta ao fogo.

Classe de resistência ao fogo EI (anteriormente designada CF)
EI15; EI30; EI45; EI60;…… EI240
Esta classificação ocorre quando no decurso do ensaio, o elemento cumpre os requisitos anteriores e também o requisito de isolamento térmico.
A porta corta-fogo (EI) deverá resistir, sem deformações significativas, durante o tempo para o qual foi classificada (estabilidade mecânica), deverá ser estanque a chamas e gases quentes (estanquidade) e deverá isolar termicamente durante um período de tempo determinado (isolamento térmico).
O requisito de isolamento “I” (E+I = EI)
Capacidade do elemento de construção de manter, na superfície da face não exposta, uma temperatura média não superior a 140ºC, acima da temperatura inicial do ensaio.
No decurso do ensaio normalizado de caracterização da resistência ao fogo, a perda do requisito “I” ocorre sempre que se verifica uma das seguintes situações:
1. a face não exposta, ultrapassa 140ºC de temperatura média ou 180ºC de temperatura pontual, acima da temperatura inicial do ensaio,
2. perda de qualquer dos requisitos para a classificação E.

Classe de resistência ao fogo EW
EW15; EW20; EW30; EW60;…… EW120
O requisito de radiação “W” traduz a capacidade do elemento de construção de reduzir a transmissão de calor por radiação.
No decurso do ensaio normalizado de caracterização da resistência ao fogo, a perda do requisito “W” ocorre sempre que se verifica uma das seguintes situações:
1. a energia irradiada pelo elemento de construção, ultrapassa 15kW/m2
2.perda de qualquer dos requisitos para a classificação E (PC).

NOTA1 | O grau corta-fogo abrange todos os graus inferiores, incluindo os graus pára-chamas.

Em que diferem os processos de ensaio de resistência ao fogo nas classificações EI1 e EI2 ?

I1– Os termopares que são colocados na folha deverão estar a 25mm da folga (entre aro e folha) e os que são colocados no aro deverão estar a 100mm da esquina de ligação do aro com a travessa. No decorrer do ensaio, o aumento da temperatura da folha e do aro (em qualquer ponto, no lado não exposto ao fogo) não poderá ultrapassar a temperatura inicial em mais de 180ºC e a temperatura média nunca poderá ser superior a 140ºC.

I2 – Os termopares que são colocados na folha deverão estar a 100mm da folga (entre aro e folha) e os que são colocados no aro deverão estar a 100mm da esquina de ligação do aro com a travessa. No decorrer do ensaio, o aumento da temperatura da folha (em qualquer ponto, no lado não exposto ao fogo) não poderá ultrapassar a temperatura inicial em mais de 180ºC, a temperatura do aro não poderá ser superior a 360ºC e a temperatura média nunca poderá ser superior a 140ºC.

O que é um termopar?

Os termopares são dispositivos electrónicos cuja função consiste na medição da temperatura. São, fundamentalmente, compostos por dois filamentos de metais de natureza distinta ou ligas de composição diferentes. Os filamentos são soldados numa extremidade, designada de junta quente ou junta de medição, e na outra extremidade é fechado o circuito.

Quais são as principais normas de ensaio relativas à certificação dos produtos TRIA?

EN 1634-1:2010 | Resistência ao fogo
EN 1191:2000 | Resistência a ciclos repetitivos de abertura e fecho
EN 20140-3:1998 | Índice de isolamento sonoro para sons de condução aérea
EN 1026:2000 | Permeabilidade ao ar EN 1027:2000 | Estanquidade à água
EN 12211:2000 | Resistência ao vento
EN 12046-2:2000 | Forças de manobra
EN 948:1999 | Resistência à torção estática
EN ISO 10077-1 | Coeficiente de transmissão térmica
ENV 1627-30:2000 | Resistência à intrusão
EN 1523:1999 | Resistência balística

Em que consiste a compartimentação corta-fogo?

Parte de um edifício, compreendendo um ou mais espaços, divisões ou pisos, delimitada por elementos de construção com resistência ao fogo adequada a, durante um período de tempo determinado, garantir a protecção do edifício ou impedir a propagação do incêndio ao resto do edifício ou, ainda, a fraccionar a carga de incêndio.

O que é uma barra anti-pânico?

Uma barra anti-pânico é um dispositivo mecânico instalado numa porta que permita, em caso de evacuação de emergência, a sua fácil abertura por pressão do corpo do utilizador, sem necessidade de uso das mãos.
As portas devem ser equipadas com sistemas de abertura dotados de barras antipânico, devidamente sinalizadas, no caso de:
a) Saída de locais, utilizações-tipo ou edifícios, utilizáveis por mais de 200 pessoas,
b) Acesso a vias verticais de evacuação, utilizáveis por mais de 50 pessoas.

Em que consiste a passagem livre?

A passagem livre (L x H) corresponde à largura / altura medidas entre os limites interiores do aro, ou seja, equivale à maior dimensão livre para pessoas ou objectos passarem pela porta.

O que é uma unidade de passagem?

É uma unidade teórica utilizada na avaliação da largura necessária à passagem de pessoas no decurso da evacuação. A correspondência em unidades métricas, arredondada por defeito para o número inteiro mais próximo, é a seguinte:

  • 1 UP = 900mm
  • 2 UP = 1400mm
  • n  UP = n x 600mm

A que corresponde o vão de assentamento/vão de construção civil?

Corresponde à dimensão em tosco da parede na qual será montada a porta.

Como se define o sentido de abertura de uma porta?

Posicionando-nos do lado oposto às dobradiças vemos a face interior da porta. Quando pressionamos o puxador ou a barra anti-pânico accionamos o seu movimento de rotação que pode processar-se para a direita ou para a esquerda. Assim se define o sentido de abertura (porta direita ou porta esquerda).

Qual a diferença entre um caminho de evacuação /caminho de fuga e via de evacuação?

Caminho de evacuação – percurso entre qualquer ponto, susceptível de ocupação, num recinto ou num edifício até uma zona de segurança exterior*, compreendendo, em geral, um percurso inicial no local de permanência e outro nas vias de evacuação.

Via de evacuação – Comunicação horizontal ou vertical de um edifício que, nos termos do regulamento, apresenta condições de segurança para a evacuação dos seus ocupantes.

* Local no exterior do edifício, onde as pessoas se possam reunir, protegidas dos efeitos directos de um incêndio.

O que é a distância de evacuação?

A distância de evacuação consiste no comprimento a percorrer num caminho de evacuação até se atingir uma via de evacuação protegida, uma zona de segurança ou uma zona de refúgio (local de um edifício, temporariamente seguro, especialmente dotado de meios de protecção, de modo a que as pessoas não venham a sofrer dos efeitos directos de um incêndio no edifício).

O que é a capacidade de evacuação de uma saída?

A capacidade de evacuação de uma saída corresponde ao número máximo de pessoas que podem passar através dessa saída por unidade de tempo.

O que é uma saída de emergência?

A saída de emergência é a saída para um caminho de evacuação protegido ou para uma zona de segurança, que não está normalmente disponível para outra utilização pelo público.

* Definições adaptadas de MIGUEL, Marco; SILVANO, Pedro, “Regulamento de Segurança em Tabelas”, Fábrica de Letras, 2009.